Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

(15) Os Renegados

Os Renegados

 

 

Cortaram-me os pulsos

Cerraram-me os dentes

Embargaram-me a voz

Mutilaram-me os membros

Castraram-me o sexo

Roubaram-me a cidadania

Os direitos, o prazer de viver

Nunca me foram sequer cobrados deveres...

Joguei a licenciatura pela janela fora

Nunca me serviu rigorosamente para nada

Sobrevivi  à margem da sociedade

Engrossei as listas da precaridade

Hoje, sou velho para uma oportunidade

Um homem que arrasta a sua existência

Condenado à apatia dos alienados

Inadaptado, desenquadrado

Nem estatuto de desempregado tenho

Afinal, quem é que eu sou?

Pouco mais que um indigente

Profissão: Pela Pátria, renegado!

 

Maria Fernanda Reis Esteves

Setúbal

Portugal

publicado por poesiaemrede às 02:48
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1 comentário:
De Helena a 25 de Fevereiro de 2012 às 13:27
Um poema de revolta, de frustração...um poema cheio de realidade.
Forte, sentido e sincero. Bom!

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